Agora, só no twitter...
ói nóis
sábado, maio 07, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
Extinção
Não fui trabalhar hoje. Não foi culpa minha. Acordei, me arrumei, mas não pude cruzar a porta do apartamento. Uma enorme preguiça instalara-se lá e não pude movê-la. Esforcei-me (não muito, confesso), mas ela apenas rosnou pra mim.
Chamei a Ana, pra ajudar: “Ana, me ajuda a tirar essa preguiça daqui!”, eu disse. Mas, do quarto, uma voz dorminhosa respondeu: “Pode não, Augusto, que preguiça é bicho em extinção!”.
Não pude fazer mais nada. Voltei pra cama...
Chamei a Ana, pra ajudar: “Ana, me ajuda a tirar essa preguiça daqui!”, eu disse. Mas, do quarto, uma voz dorminhosa respondeu: “Pode não, Augusto, que preguiça é bicho em extinção!”.
Não pude fazer mais nada. Voltei pra cama...
quarta-feira, abril 20, 2005
sexta-feira, abril 15, 2005
Simples diferenças
Pessoas objetivas dizem: “gosto de sorvete de creme”, quando o que realmente querem dizer é “gosto de sorvete de creme”.
Pessoas subjetivas dizem: “gosto de sorvete de creme”, quando o que realmente querem dizer é que a noite foi ótima, mas fez muito calor e ela preferia ter ficado nua toda a noite, enrolada na outra pessoa, ao invés de ter ficado de pijamas, mesmo sabendo que é contraditório querer estar enrolada na outra pessoa apesar de todo o calor – porque afinal de contas, uma coisa é o tamanho do calor, outra coisa é a vazão da paixão que sente e, pra ser bem sincera, detesta sorvete de creme, mas adora a outra pessoa.
Pessoas subjetivas são complicadas, apesar de simples numa forma complicada de se ver, pois quando decodificadas em seu caos, o que se vê é simplesmente o caos.
Pessoas objetivas são simples, mesmo...
Pessoas subjetivas dizem: “gosto de sorvete de creme”, quando o que realmente querem dizer é que a noite foi ótima, mas fez muito calor e ela preferia ter ficado nua toda a noite, enrolada na outra pessoa, ao invés de ter ficado de pijamas, mesmo sabendo que é contraditório querer estar enrolada na outra pessoa apesar de todo o calor – porque afinal de contas, uma coisa é o tamanho do calor, outra coisa é a vazão da paixão que sente e, pra ser bem sincera, detesta sorvete de creme, mas adora a outra pessoa.
Pessoas subjetivas são complicadas, apesar de simples numa forma complicada de se ver, pois quando decodificadas em seu caos, o que se vê é simplesmente o caos.
Pessoas objetivas são simples, mesmo...
segunda-feira, abril 11, 2005
GUERRILHA NÃO-ARMADA JÁ
Eu, que até ontem era uma árdua defensora da “guerrilha armada já”, mudei de opinião. Realmente, eu acreditava na luta social e na revolução como meios eficazes de resolver os problemas sociais, a má distribuição de renda e de fazer valer os direitos da maioria, diminuindo o grande hiato que separa os miseráveis dos ricos.
A grande mudança que ocorreu foi num detalhe “mínimo” do meu pensamento: o uso da violência. Descobri que podemos promover lutas sociais e revoluções sem violência e sem armas. É possível e viável uma “guerrilha não armada”. Basta olhar o que Gandhi fez pra libertar a Índia da colonização inglesa. A história da vida dele, aliás, é incrível. Um homem político e revolucionário, que pregava a independência da Índia através da não-violência. Isto não quer dizer que a atitude dele diante do Império Inglês fosse passiva. Ao contrário. Ele lutou bravamente pela independência, não se submeteu em nenhum momento, fez valer seus direitos de cidadão indiano, foi preso dezenas de vezes, provocou a ira dos ingleses por causa dos seus métodos pouco comuns, liderou milhares de pessoas em torno do mesmo ideal e fez uma verdadeira revolução. Sem usar de violência uma única vez.
Continuo achando que a revolução é necessária. A violência não.
A grande mudança que ocorreu foi num detalhe “mínimo” do meu pensamento: o uso da violência. Descobri que podemos promover lutas sociais e revoluções sem violência e sem armas. É possível e viável uma “guerrilha não armada”. Basta olhar o que Gandhi fez pra libertar a Índia da colonização inglesa. A história da vida dele, aliás, é incrível. Um homem político e revolucionário, que pregava a independência da Índia através da não-violência. Isto não quer dizer que a atitude dele diante do Império Inglês fosse passiva. Ao contrário. Ele lutou bravamente pela independência, não se submeteu em nenhum momento, fez valer seus direitos de cidadão indiano, foi preso dezenas de vezes, provocou a ira dos ingleses por causa dos seus métodos pouco comuns, liderou milhares de pessoas em torno do mesmo ideal e fez uma verdadeira revolução. Sem usar de violência uma única vez.
Continuo achando que a revolução é necessária. A violência não.
sexta-feira, abril 08, 2005
O ônibus certo
Aconteceu numa época em que a Ana e eu ainda namorávamos e sofríamos com o ir e vir semanal, eu pra BH, ela pra Sampa, nos fins de semana.
Foi numa dessas vezes que eu dei um beijo nela na rodoviária e entrei no ônibus, pois trabalhava na segunda cedo.
Como de costume, desci sonolento na segunda parada para comer um empanado de frango ao molho de óleo de soja, fiz um xixizinho e voltei pra plataforma. E cadê o ônibus certo?
Fui esquecido! Fui largado! O ônibus foi para BH sem mim!
Aí, a verdade me caiu sobre a cabeça, para meu desânimo: eu estava indo para São Paulo, vindo de BH, e não vice-versa.
Olhei para o lado e lá estava o motor ligado, esperando impaciente.
Suspirei e entrei no ônibus.
Porém não antes de pensar: "Mas o ônibus certo é o que vai pra BH"...
Foi numa dessas vezes que eu dei um beijo nela na rodoviária e entrei no ônibus, pois trabalhava na segunda cedo.
Como de costume, desci sonolento na segunda parada para comer um empanado de frango ao molho de óleo de soja, fiz um xixizinho e voltei pra plataforma. E cadê o ônibus certo?
Fui esquecido! Fui largado! O ônibus foi para BH sem mim!
Aí, a verdade me caiu sobre a cabeça, para meu desânimo: eu estava indo para São Paulo, vindo de BH, e não vice-versa.
Olhei para o lado e lá estava o motor ligado, esperando impaciente.
Suspirei e entrei no ônibus.
Porém não antes de pensar: "Mas o ônibus certo é o que vai pra BH"...
terça-feira, abril 05, 2005
O PAPA MUDOU O MUNDO ?????
O Papa morreu. Só se fala nisso. Não se divulgam outras notícias, outras mortes, mais nada.
Ontem, liguei a TV e fiquei de saco cheio: uma hora seguida de notícias sobre o Papa. Eu queria saber se o dólar subiu ou caiu, como anda a economia brasileira, a meteorologia e fiquei frustrada.
- Você acha mesmo que o Papa mudou o mundo? Perguntei ao Augusto.
- Claro que sim, ele respondeu.
- Como assim? Logo você que não é católico acreditando que o Papa mudou o mundo? Retruquei.
- É muito simples. Ele contratou uma transportadora, colocou todos os pertences do mundo em caixas separadas, tomou cuidado com os cristais e objetos frágeis e mudou o mundo de lugar. Agora o mundo não fica mais no Sistema Solar. Foi parar em outra galáxia, bem longe daqui e disse que não volta pra cá tão cedo...
Chorei de rir com a piada.
O Papa pode até não ter mudado o mundo de verdade, mas fez o mundo inteiro girar por vários dias ao seu redor.
Ontem, liguei a TV e fiquei de saco cheio: uma hora seguida de notícias sobre o Papa. Eu queria saber se o dólar subiu ou caiu, como anda a economia brasileira, a meteorologia e fiquei frustrada.
- Você acha mesmo que o Papa mudou o mundo? Perguntei ao Augusto.
- Claro que sim, ele respondeu.
- Como assim? Logo você que não é católico acreditando que o Papa mudou o mundo? Retruquei.
- É muito simples. Ele contratou uma transportadora, colocou todos os pertences do mundo em caixas separadas, tomou cuidado com os cristais e objetos frágeis e mudou o mundo de lugar. Agora o mundo não fica mais no Sistema Solar. Foi parar em outra galáxia, bem longe daqui e disse que não volta pra cá tão cedo...
Chorei de rir com a piada.
O Papa pode até não ter mudado o mundo de verdade, mas fez o mundo inteiro girar por vários dias ao seu redor.
sexta-feira, abril 01, 2005
Jornais
Eu e Ana vimos avaliando os melhores jornais aqui de Sampa nos últimos quatro meses. Analisamos o Estadão, a Folha, a Gazeta e o Valor.
E decidimos que a Gazeta é o melhor jornal.
Sim, porque o Estadão e a Folha têm muitas páginas envernizadas e o Valor tem menos páginas, além delas serem menores.
A Gazeta, não. Tem uma página de bom tamanho e que, por não ser envernizada, absorve muito bem o xixi do Quindim.
Assim, damos à Gazeta o título de “Melhor Jornal para Cobrir Área para Cachorros”!
E decidimos que a Gazeta é o melhor jornal.
Sim, porque o Estadão e a Folha têm muitas páginas envernizadas e o Valor tem menos páginas, além delas serem menores.
A Gazeta, não. Tem uma página de bom tamanho e que, por não ser envernizada, absorve muito bem o xixi do Quindim.
Assim, damos à Gazeta o título de “Melhor Jornal para Cobrir Área para Cachorros”!
quarta-feira, março 30, 2005
O NAMORADO ECOLÓGICO
É aquele que reclama que você não recicla lixo e xinga ao te ver misturar vidro, com papel, plástico e lixo orgânico. Te olha como se você fosse um ser de outro planeta.... E quando você diz que não está nem aí pra porra da reciclagem, ele pensa em terminar o namoro!!!
É aquele que fica o tempo todo atrás de você no supermercado, implorando pra você salvar um golfinho, comprando atum enlatado daquelas empresas que se preocupam com a pesca ecológica, ou salvar uma palmeira, comprando pupunha ao invés de palmito, porque além da pupunha ser mais barata, ainda não está em extinção. Ele até ajoelha, reza e pede pelo amor de Deus pra você aumentar sua consciência de meio-ambiente, natureza, ecologia, desenvolvimento sustentável, aquele blábláblá infernal....
Mas quando você propõe uma caminhada ecológica numa mata afastada da cidade ou mesmo no Parque Ibirapuera, ele é o primeiro a torcer o nariz e responder: dá um tempo, hoje é domingo, quero dormir pelo menos até as três da tarde.
Quem entende esses homens??????
É aquele que fica o tempo todo atrás de você no supermercado, implorando pra você salvar um golfinho, comprando atum enlatado daquelas empresas que se preocupam com a pesca ecológica, ou salvar uma palmeira, comprando pupunha ao invés de palmito, porque além da pupunha ser mais barata, ainda não está em extinção. Ele até ajoelha, reza e pede pelo amor de Deus pra você aumentar sua consciência de meio-ambiente, natureza, ecologia, desenvolvimento sustentável, aquele blábláblá infernal....
Mas quando você propõe uma caminhada ecológica numa mata afastada da cidade ou mesmo no Parque Ibirapuera, ele é o primeiro a torcer o nariz e responder: dá um tempo, hoje é domingo, quero dormir pelo menos até as três da tarde.
Quem entende esses homens??????
terça-feira, março 15, 2005
Relações
Temos conhecido muita gente, ultimamente:
Os donos do Simba e os do Pierre e do Oliver, por exemplo, conhecemos levando o Quindim no Ibira.
Já a dona do Pingo, nossa vizinha de frente, e os donos da Neura e do Nóia, conhecemos quando o Nóia fugiu.
Não sabemos o nome de nenhum deles. Mas somos conhecidos. Nesse exato instante, eles podem estar falando sobre os donos do Quindim e do Jubileu...
Uma hora dessas, vamos até dizer nossos nomes a eles!
Os donos do Simba e os do Pierre e do Oliver, por exemplo, conhecemos levando o Quindim no Ibira.
Já a dona do Pingo, nossa vizinha de frente, e os donos da Neura e do Nóia, conhecemos quando o Nóia fugiu.
Não sabemos o nome de nenhum deles. Mas somos conhecidos. Nesse exato instante, eles podem estar falando sobre os donos do Quindim e do Jubileu...
Uma hora dessas, vamos até dizer nossos nomes a eles!
sábado, março 12, 2005
COISAS INÚTEIS
Eu estava procurando uns documentos perdidos no armário, quando dei de cara com uma Tabela Periódica.
- Pra que serve uma Tabela Periódica? Perguntei, ironicamente, ao Augusto.
- Pra gente saber os nomes dos elementos químicos, ué, ele respondeu.
- E isto lá tem alguma utilidade prática, do tipo hoje vou decorar os elementos químicos?
- Não tem não, mas é ótimo pra dar nomes aos personagens dos contos que eu escrevo. Posso, por exemplo, contar a estória de como o Vanádio foi assassinado pelo Molibdênio.
- Hum, sinistro... Só serve pras estórias de suspense e terror mesmo....
Minutos depois da conversa, o Augusto grita, lá do banheiro, perguntando qual é o elemento químico simbolizado pela letra “B”.
Eu consultei a Tabela Periódica que estava em cima do meu computador, e respondi:
- Com a letra “B”, é o Boro.
- Excelente, ele diz. Agora já posso terminar as Palavras Cruzadas que eu estava fazendo....
- Pra que serve uma Tabela Periódica? Perguntei, ironicamente, ao Augusto.
- Pra gente saber os nomes dos elementos químicos, ué, ele respondeu.
- E isto lá tem alguma utilidade prática, do tipo hoje vou decorar os elementos químicos?
- Não tem não, mas é ótimo pra dar nomes aos personagens dos contos que eu escrevo. Posso, por exemplo, contar a estória de como o Vanádio foi assassinado pelo Molibdênio.
- Hum, sinistro... Só serve pras estórias de suspense e terror mesmo....
Minutos depois da conversa, o Augusto grita, lá do banheiro, perguntando qual é o elemento químico simbolizado pela letra “B”.
Eu consultei a Tabela Periódica que estava em cima do meu computador, e respondi:
- Com a letra “B”, é o Boro.
- Excelente, ele diz. Agora já posso terminar as Palavras Cruzadas que eu estava fazendo....
quinta-feira, março 10, 2005
Meias medidas...
Reclamei com a Ana da balança que recentemente compramos:
"Pô, eu fico na perna direita, a balança marca 90 quilos; fico na esquerda, ela mostra 85!"
E a Ana, categórica:
"Amor, você tem uma perna maior que a outra!"
Não tenho como discutir com essa lógica... Passei a mancar desde então.
"Pô, eu fico na perna direita, a balança marca 90 quilos; fico na esquerda, ela mostra 85!"
E a Ana, categórica:
"Amor, você tem uma perna maior que a outra!"
Não tenho como discutir com essa lógica... Passei a mancar desde então.
quarta-feira, março 09, 2005
A ÁRVORE
O Quindim, meu cachorro esfomeado, engoliu uma semente de laranja.
Pronto. Vai nascer um pé de laranja lima inteiro, bem dentro da barriga dele...
Será que cabe?
Pronto. Vai nascer um pé de laranja lima inteiro, bem dentro da barriga dele...
Será que cabe?
quarta-feira, março 02, 2005
SONHAR NÃO CUSTA NADA
Sonhos. Eram tantos....
Publicar seus livros, virar uma escritora de sucesso.
Ter filhos, de preferência uma menina, a quem chamaria de Beatriz.
Morar numa casa com varanda, na beira do mar.
Conhecer o mundo inteiro e viajar de trem. Pegar o Trem da Morte, na Colômbia, e o Expresso do Oriente, até a Turquia.
Visitar Machupichu, no Peru, o Kremlin, na Rússia e o Taj Mahal, na Índia.
Como eram muitos – os sonhos – ela resolveu começar depressa, pra dar tempo de realizar todos.
A primeira coisa que fez foi desligar o computador e arrumar as malas....
Publicar seus livros, virar uma escritora de sucesso.
Ter filhos, de preferência uma menina, a quem chamaria de Beatriz.
Morar numa casa com varanda, na beira do mar.
Conhecer o mundo inteiro e viajar de trem. Pegar o Trem da Morte, na Colômbia, e o Expresso do Oriente, até a Turquia.
Visitar Machupichu, no Peru, o Kremlin, na Rússia e o Taj Mahal, na Índia.
Como eram muitos – os sonhos – ela resolveu começar depressa, pra dar tempo de realizar todos.
A primeira coisa que fez foi desligar o computador e arrumar as malas....
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
"Quanto mais...
...conheço as pessoas, mais gosto dos meus bichinhos!" Exclamou a Ana naquela noite mal humorada.
Aí, eu olhei pro Quindim. Ele levou o ossinho dele até próximo do sofá, colocou no chão e empurrou-o pra debaixo do sofá. Enfiou as patas pelo sofá para empurrá-lo para o mais longe possível. Depois, levantou-se, disfarçou um pouco e começou a gemer e cavar o sofá, até que eu fosse lá e o levantasse, para que ele pudesse, feliz, pegar seu osso de volta.
Pus o sofá no chão e, mal virei as costas, ele pôs o osso no chão e o empurrou com o focinho pra lá debaixo, de novo...
Durante todo esse tempo, o Jubileu miou terrivelmente, como quem sofre muito. Fui até ele, disposto a pegá-lo e acreditando que ele estava carente. Mas ele correu, postou-se ao lado da sua tigela e me olhou com aquela cara de quem diz "anda logo com essa comida, ô sujeito!"
Sentei de novo à mesa, olhei pra Ana e arrematei:
"Quanto mais conheço os bichos, mais gosto do meu computador..."
Aí, eu olhei pro Quindim. Ele levou o ossinho dele até próximo do sofá, colocou no chão e empurrou-o pra debaixo do sofá. Enfiou as patas pelo sofá para empurrá-lo para o mais longe possível. Depois, levantou-se, disfarçou um pouco e começou a gemer e cavar o sofá, até que eu fosse lá e o levantasse, para que ele pudesse, feliz, pegar seu osso de volta.
Pus o sofá no chão e, mal virei as costas, ele pôs o osso no chão e o empurrou com o focinho pra lá debaixo, de novo...
Durante todo esse tempo, o Jubileu miou terrivelmente, como quem sofre muito. Fui até ele, disposto a pegá-lo e acreditando que ele estava carente. Mas ele correu, postou-se ao lado da sua tigela e me olhou com aquela cara de quem diz "anda logo com essa comida, ô sujeito!"
Sentei de novo à mesa, olhei pra Ana e arrematei:
"Quanto mais conheço os bichos, mais gosto do meu computador..."
DIÁLOGO DE CASAL
O despertador apitou nervosamente durante cinco minutos seguidos.
- Acordar é um saco, diz Ana.
- Viver é que é um saco, retruca Augusto.
- É, viver às vezes é um pouco ruim mesmo....ela completa.
- Um pouco ruim? Um pouco ruim nada! É ruim pra caralho! - conclui Augusto.
- Acordar é um saco, diz Ana.
- Viver é que é um saco, retruca Augusto.
- É, viver às vezes é um pouco ruim mesmo....ela completa.
- Um pouco ruim? Um pouco ruim nada! É ruim pra caralho! - conclui Augusto.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
SOU TIA, SOU TIA!!!
Ela Nasceu. Se chama Júlia.
Minha sobrinha-afilhada veio ao mundo hoje, às 11:23 da manhã.
É a primeira neta-herdeira do Império Grein Marra.
Pelo peso e altura, é a mais nova sucessora da Gisele Bicha ou Bucha, como preferirem.
Seja bem-vinda Júlia. Eu já amo você!
Minha sobrinha-afilhada veio ao mundo hoje, às 11:23 da manhã.
É a primeira neta-herdeira do Império Grein Marra.
Pelo peso e altura, é a mais nova sucessora da Gisele Bicha ou Bucha, como preferirem.
Seja bem-vinda Júlia. Eu já amo você!
terça-feira, fevereiro 22, 2005
REALIDADE NÃO EXISTE
Estávamos almoçando, Augusto e eu, quando uma irmã de caridade se sentou na mesa ao lado.
Fiquei olhando pra ela, curiosa, pensando no que leva uma pessoa a fazer tal opção de vida.
- Acho que freiras são pessoas que desistiram da vida e que, sem coragem pra cometer suícido, acabam abraçando a vida religiosa.
- Você acha mesmo? Perguntou Augusto.
- Acho sim, respondi. Não é crível que alguém possa abrir mão dos melhores prazeres da vida e largue tudo pra ficar rezando o tempo todo...
- Você está partindo do pressuposto daquilo que é prazer pra você. Retrucou Augusto.
- Todo mundo sabe o que é prazer, meu caro.
- Grande engano o seu. Você já parou pra pensar que tem gente que encontra prazer em pilotar um avião, bater nas Torres Gêmeas e morrer só pra ser esperado no Paraíso com as setes virgens que Maomé lhe prometeu? A realidade não existe, é tudo questão de ponto de vista.Lembre-se de que o ponto de vista nada mais é do que a vista de um ponto...
Depois de assistir ontem ao filme "Menina de Ouro" comprovei que o Augusto tem toda razão.
Parece impossível, mas algumas pessoas gostam de boxe, não ligam pras porradas que levam na cara e dariam a vida pra subir ao podium uma única vez...
Fiquei olhando pra ela, curiosa, pensando no que leva uma pessoa a fazer tal opção de vida.
- Acho que freiras são pessoas que desistiram da vida e que, sem coragem pra cometer suícido, acabam abraçando a vida religiosa.
- Você acha mesmo? Perguntou Augusto.
- Acho sim, respondi. Não é crível que alguém possa abrir mão dos melhores prazeres da vida e largue tudo pra ficar rezando o tempo todo...
- Você está partindo do pressuposto daquilo que é prazer pra você. Retrucou Augusto.
- Todo mundo sabe o que é prazer, meu caro.
- Grande engano o seu. Você já parou pra pensar que tem gente que encontra prazer em pilotar um avião, bater nas Torres Gêmeas e morrer só pra ser esperado no Paraíso com as setes virgens que Maomé lhe prometeu? A realidade não existe, é tudo questão de ponto de vista.Lembre-se de que o ponto de vista nada mais é do que a vista de um ponto...
Depois de assistir ontem ao filme "Menina de Ouro" comprovei que o Augusto tem toda razão.
Parece impossível, mas algumas pessoas gostam de boxe, não ligam pras porradas que levam na cara e dariam a vida pra subir ao podium uma única vez...
sábado, janeiro 22, 2005
Nota Suicida
Aos 31 anos, a pressão alta me fez cortar o sal
Aos 36, o colesterol tornou proibido o chocolate
Aos 44, a diabetes tirou minha virilidade
E agora, aos 49, uma hemorróida me impede de ler no banheiro!
Não há mais prazer nesta vida...
Aos 36, o colesterol tornou proibido o chocolate
Aos 44, a diabetes tirou minha virilidade
E agora, aos 49, uma hemorróida me impede de ler no banheiro!
Não há mais prazer nesta vida...
sexta-feira, janeiro 14, 2005
MALDITO “SIANÊS”
Ganhamos um gato. Lindo, cinza claro, com as patas, orelhas e focinho mais escuros e olhos muito, muito azuis. Eu queria Afrânio. O Augusto odiou. Minha irmã mais nova resolveu logo a questão: vai se chamar Jubileu e pronto! Assim foi feito. Amamos o nome. Já o gato...
Até hoje não sabemos ao certo a raça dele. O Augusto jurava que era “ragdoll”, uma raça pouco conhecida, cujos gatos parecem “bonecas de pano”, bem fofinhos e fáceis de apertar. Depois de alguns meses, foi fácil perceber que de “ragdoll” o Jubileu não tinha nada. Detesta ficar no colo e apertá-lo não é tarefa das mais fáceis...Arisco como ele só, ainda por cima é temperamental e genioso. Vive escondido debaixo da poltrona, inacessível ao toque dos humanos, meros mortais. Mia o dia inteiro, pedindo comida e água fresca.
- Só pode ser “sianês”, disse o porteiro do nosso prédio. Eles são assim mesmo, chatos e arredios. Uns malditos.
Desse dia em diante, eu só chamo o Jubileu de “maldito sianês”. O Augusto, puto da vida, passou a chamar meu cachorro de raça de maldito poodle. Eu lá tenho culpa se o Jubileu, “Juju” para os íntimos, é um autêntico “viralatês” ?
segunda-feira, janeiro 10, 2005
O que vem na salada
Cinco pessoas em volta de uma mesa, sabadão de noite, comendo: salada!
Tomate agrião cenoura aipo.
Tudo porque uma delas foi ao médico e teve um resultado desastroso: pressão altíssima.
E, nessa hora, a pessoa descobre o verdadeiro amor que há na amizade: compartilhar uma salada.
Do alto da minha pressão, preciso dizer: salada nenhuma, no mundo inteiro, terá, jamais, gosto tão bom! Nem será tão valiosa...
Tomate agrião cenoura aipo.
Tudo porque uma delas foi ao médico e teve um resultado desastroso: pressão altíssima.
E, nessa hora, a pessoa descobre o verdadeiro amor que há na amizade: compartilhar uma salada.
Do alto da minha pressão, preciso dizer: salada nenhuma, no mundo inteiro, terá, jamais, gosto tão bom! Nem será tão valiosa...
sábado, janeiro 08, 2005
Big Brother
Se George Orwell fosse vivo, estaria balançando o dedinho e dizendo "eu avisei!". Pois colocaram uma câmera de filmar no elevador do nosso prédio. Isso é terrível! Diversas liberdades foram cerceadas por esse ato obscuro. Não podemos mais, por exemplo, futucar o nariz e limpar o dedo na lateral do painel, e muito menos tirar sarro no elevador! Onde é que vamos parar?...
Fica permitido o pum, já que a tecnologia ainda não sente cheiro... (oh-oh!)
(Se você tiver um PDA, pode baixar uma versão do 1984 aqui, de graça)
Fica permitido o pum, já que a tecnologia ainda não sente cheiro... (oh-oh!)
(Se você tiver um PDA, pode baixar uma versão do 1984 aqui, de graça)
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Meu primeiro dia do ano
Onde você estava no primeiro dia de 2005?
Eu estava em Ouro Preto.
Como não tive companhia, fui sozinha mesmo.
E de carro, ainda por cima.
No caminho, chuva e sol colorindo de verde as montanhas de Minas.
A viagem sempre vale a pena.
Porque a cidade é linda, cheia de mistérios...
Cada casa, cada porta, cada janela guarda, dentro de si, um segredo singular.
Passei em frente da casa do pintor Carlos Bracher.
Fiquei ali parada lembrando que fui sua hóspode há uns quinze anos atrás.
A filha dele era minha colega na faculdade e me convidou pra passar um fim de semana em sua casa em Ouro Preto...
Eu, na minha inocência dos dezoito anos, perguntei:
- Em que o seu pai trabalha?
E ela, muito discreta, respondeu:
- Ah, ele pinta uns quadrinhos e vende por aí. Coisa pequena, sabe?
Sei, hoje sei muito bem quem é Carlos Bracher. E pensar que fiquei hospedada no seu ateliê, sem nem saber onde estava...Só me toquei quando ele me deu um catálogo com suas principais obras pra eu levar pra casa.
Acho que por isto gosto tanto de Ouro Preto.
Tem sempre uma surpresa a mais guardada dentro da caixinha...
Eu estava em Ouro Preto.
Como não tive companhia, fui sozinha mesmo.
E de carro, ainda por cima.
No caminho, chuva e sol colorindo de verde as montanhas de Minas.
A viagem sempre vale a pena.
Porque a cidade é linda, cheia de mistérios...
Cada casa, cada porta, cada janela guarda, dentro de si, um segredo singular.
Passei em frente da casa do pintor Carlos Bracher.
Fiquei ali parada lembrando que fui sua hóspode há uns quinze anos atrás.
A filha dele era minha colega na faculdade e me convidou pra passar um fim de semana em sua casa em Ouro Preto...
Eu, na minha inocência dos dezoito anos, perguntei:
- Em que o seu pai trabalha?
E ela, muito discreta, respondeu:
- Ah, ele pinta uns quadrinhos e vende por aí. Coisa pequena, sabe?
Sei, hoje sei muito bem quem é Carlos Bracher. E pensar que fiquei hospedada no seu ateliê, sem nem saber onde estava...Só me toquei quando ele me deu um catálogo com suas principais obras pra eu levar pra casa.
Acho que por isto gosto tanto de Ouro Preto.
Tem sempre uma surpresa a mais guardada dentro da caixinha...
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Meu telefone mudou...
Tenho recebido vários e-mails notificando mudanças de celulares, o que é um modo prático de disseminar a notícia. Mas como tenho um blog, achei uma forma ainda melhor de divulgar o fato. Portanto, lá vai.
Meu celular mudou.
Ele agora está morando na Rua Oscar Freire, 150 apto 32, Jardins.
Parece que tá procurando um sublocatário...
Meu celular mudou.
Ele agora está morando na Rua Oscar Freire, 150 apto 32, Jardins.
Parece que tá procurando um sublocatário...
terça-feira, janeiro 04, 2005
Post a la Obscura!
Se você é o sádico fdp que gosta de acelerar em poças em dia de chuva, encharcando os outros com água do Rio Tietê, saiba que nós te odiamos!
terça-feira, dezembro 14, 2004
Parabéns pra mim!!!!!!
Seguindo a onda de premiação dos meus amigos e pra não morrer de inveja deles, anuncio a vocês que também ganhei um prêmio! Fiquei em segundo lugar no XXX Concurso de Poesias da Ponto de Vista Literatura, disputando com 71 outras poesias. A poesia foi publicada na comunidade Café Literário (http://cafeliterario.multiply.com/journal) e (http://cafeliterario.multiply.com/notes/item/29), onde vocês poderão ver os outros finalistas, as poesias de todos os concorrentes (entre os quais está meu pai) e, é claro, o meu nome e os comentários à minha pessoa. A poesia premiada é esta, que faz parte do meu primeiro livro (ainda não publicado), "Cantos e Desencantos":
SEPARAÇÃO
Primeiro, separamos os corpos,
As bocas, as lágrimas.
Depois, vêm os objetos,
As roupas, os livros.
Quando é que vamos conseguir
separar os sentimentos?
Difícil dizer, impossível prever.
Agora, estou na sala
Separando os livros.
Fazendo a divisão
Entre os meus e os seus.
Meus, no máximo uns cem.
Seus, pelo menos uns mil.
Separo um por um
E sinto uma tristeza profunda,
Pois cada livro que você leu representa
Um beijo não dado,
Uma noite a menos de amor,
Um carinho não feito,
Um gozo não experimentado.
Sinto saudade do momento não vivido,
Do grito que ficou preso na garganta.
E tenho raiva, ódio destes livros-ladrões.
Na realidade, eles te roubaram de mim.
Eles, sim, tinham você o tempo todo,
Todos os dias, todas as noites, todas as horas.
Eu, não.
Sinto saudades, muitas saudades
Primeiro, separamos os corpos,
As bocas, as lágrimas.
Depois, vêm os objetos,
As roupas, os livros.
Quando é que vamos conseguir
separar os sentimentos?
Difícil dizer, impossível prever.
Agora, estou na sala
Separando os livros.
Fazendo a divisão
Entre os meus e os seus.
Meus, no máximo uns cem.
Seus, pelo menos uns mil.
Separo um por um
E sinto uma tristeza profunda,
Pois cada livro que você leu representa
Um beijo não dado,
Uma noite a menos de amor,
Um carinho não feito,
Um gozo não experimentado.
Sinto saudade do momento não vivido,
Do grito que ficou preso na garganta.
E tenho raiva, ódio destes livros-ladrões.
Na realidade, eles te roubaram de mim.
Eles, sim, tinham você o tempo todo,
Todos os dias, todas as noites, todas as horas.
Eu, não.
Sinto saudades, muitas saudades
Das noites de amor que não tivemos.
quinta-feira, dezembro 02, 2004
O que nos faz falta
Quando eu era criança, costumava pular o muro de casa pra ir pedir comida pra Tia Mariinha. Eu passava uma boa parte do dia lá, conversando com ela ou vendo a coleção de selos do Tio Jacques.
Aí, o Tio Jacques se foi. Eu já era grande então. E, depois disso, me lembro da Tia Mariinha vir apertar minhas bochechas e exclamar "Você é tão lindo! É a cara do Jacques". Os olhinhos dela ficavam marejados, mas ela falava com um prazer tal que me fazia sentir bem.
Agora, Tia Mariinha partiu pra encontrar o Tio Jacques. Acho que ela foi feliz, porque tinha a impressão que ela sentia muita falta dele.
Mas os apertões na bochecha vão fazer falta por aqui...
Aí, o Tio Jacques se foi. Eu já era grande então. E, depois disso, me lembro da Tia Mariinha vir apertar minhas bochechas e exclamar "Você é tão lindo! É a cara do Jacques". Os olhinhos dela ficavam marejados, mas ela falava com um prazer tal que me fazia sentir bem.
Agora, Tia Mariinha partiu pra encontrar o Tio Jacques. Acho que ela foi feliz, porque tinha a impressão que ela sentia muita falta dele.
Mas os apertões na bochecha vão fazer falta por aqui...
Carapicuíba
- O cara é mó cubatão! - Exclamou um amigo. Lancei a ele um olhar silencioso de alguns segundos, e perguntei:
- Mó o quê?
- Mó cubatão...
- Cubatão não é uma cidade?
- Enlouqueceu? Cubatão é um adjetivo!
- Não, é uma cidade perto de São Paulo!
- Você tá precisando de mais cultura, Augusto. É um adjetivo.
- Cidade...
As bochechas do meu amigo ficaram vermelhas de raiva - ADJETIVO! ADJETIVO! ADJETIVO!!! - ele gritou.
- Ok! Tudo bem! É um adjetivo! Pronto, satisfeito? Pra que essa nervosia toda?
Meu amigo me olhou magoado - Ah, você também fica de carapicuíba comigo...
Mais tarde, encontrei um amigo em comum e reclamei:
- Pô, a mania nova do Fulano e usar nome de cidade como adjetivo. Eu tentei corrigir e ele ainda ficou com raiva de mim..
Meu amigo colocou os panos quentes:
- Liga, não. Fulano é muito piracicabano...
De novo, lancei o olhar silencioso...
- É o que?
- Ah, você sabe, faz piracicaba toda hora...
E, diante de minha expressão de incompreensão, determinou:
- Ah, Augusto, você tá precisando de mais cultura...
PS: A Ana reclamou que eu não expliquei o que as palavras queriam dizer... Mas é exatamente esse o meu diadema, uai?
- Mó o quê?
- Mó cubatão...
- Cubatão não é uma cidade?
- Enlouqueceu? Cubatão é um adjetivo!
- Não, é uma cidade perto de São Paulo!
- Você tá precisando de mais cultura, Augusto. É um adjetivo.
- Cidade...
As bochechas do meu amigo ficaram vermelhas de raiva - ADJETIVO! ADJETIVO! ADJETIVO!!! - ele gritou.
- Ok! Tudo bem! É um adjetivo! Pronto, satisfeito? Pra que essa nervosia toda?
Meu amigo me olhou magoado - Ah, você também fica de carapicuíba comigo...
Mais tarde, encontrei um amigo em comum e reclamei:
- Pô, a mania nova do Fulano e usar nome de cidade como adjetivo. Eu tentei corrigir e ele ainda ficou com raiva de mim..
Meu amigo colocou os panos quentes:
- Liga, não. Fulano é muito piracicabano...
De novo, lancei o olhar silencioso...
- É o que?
- Ah, você sabe, faz piracicaba toda hora...
E, diante de minha expressão de incompreensão, determinou:
- Ah, Augusto, você tá precisando de mais cultura...
PS: A Ana reclamou que eu não expliquei o que as palavras queriam dizer... Mas é exatamente esse o meu diadema, uai?
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Papai Noel existe?
Ontem eu e o Gu tiramos o dia pra relaxar e resolvemos ver o filme mais leve possível que estivesse em cartaz. O escolhido foi o Expresso Polar, uma animação com efeitos especiais incríveis, que conta a estória de um garotinho que não acredita mais em Papai Noel e que pega um trem pro Pólo Norte pra tentar ver de perto o bom velhinho.
Vocês podem até rir de mim, mas adorei o filme. Eu simplesmente voltei à infância e me senti com cinco anos de idade! Lembrei de todos os anos em que eu esperava Papai Noel chegar com os presentes e do ano em que eu descobri que ele não existia, quando vi meus pais colocando os presentes embaixo da árvore de natal. Mesmo depois da descoberta, o Natal continuou tendo a mesma graça. Um dos meus tios sempre se vestia de Papai Noel; os brinquedos ficavam escondidos em cada cômodo da casa da minha avó materna, em Curitiba, onde sempre passávamos o Natal; sempre tinha amigo oculto em que todo mundo "escolhia" com que queria sair; a montagem da árvore reunia a família inteira; duas semanas antes já começávamos a fazer os biscoitos e os quitutes pra ceia; a roupa da festa era minuciosamente escolhida; a irmã mais velha da minha mãe comprava presente pra todo mundo e embrulhava um por um; eu e meus primos ficávamos fazendo campeonato de quem achava mais enfeites pelas ruas da cidade...
Acho que por isso gostei tanto do filme: pela lembrança de um tempo e de pessoas que não voltam mais. Os céticos como o Augusto que me perdoem, mas eu adoro o Natal. E depois de adulta pude saciar um dos meus maiores desejos: tirar uma foto com o Papai Noel. Pois é, paguei esse mico sim e com muito gosto!
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