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    segunda-feira, dezembro 19, 2005

    FANTASMAS

    Eu e o Gu moramos num prédio-fantasma. Não riam, porque é a mais pura verdade. Estamos aqui há um ano e meio e não sabemos o nome de um morador sequer, nunca ouvimos barulho nenhum e raras são as pessoas que transitam pelo corredor. A única “pessoa” que conhecemos é o Pingo, um cachorrinho poodle que mora no apartamento em frente ao nosso. Mas ele pode perfeitamente já ter morrido há séculos e continuar ali só pra assombrar os desavisados como nós.

    Quanto às pessoas que, vez por outra, vemos no elevador, tenho certeza que são contratadas pelos “fantasmas”, só para despistar e não levantar maiores suspeitas. Como eu não quero me mudar daqui tão cedo – já que é um prédio muito silencioso, como um cemitério – vou ignorar todas as coincidências funestas e deixar o assunto morrer, literalmente.

    Boas festas!

    A Família AnGu deseja a todos os amigos que freqüentam o blog um ano novo muito melhor do que o que agora morre (não vai ser difícil, já que 2005 foi perto de um fiasco!).

    Cartão de Ano Novo! (em flash)

    segunda-feira, dezembro 12, 2005

    Como parecer inteligente?

    Leia "Os Dublinenses", um livro de contos muito bom e sem maiores complicações. Depois, chegue na rodinha de intelectualóides e declare: "Já li Jaimes Joyce... Não achei nada demais, bem simples mesmo. Deu pra entender tudo!"... E fique curtindo os olhares de admiração que vai ganhar...

    quinta-feira, dezembro 01, 2005

    OS GATOS

    Gatos são seres delicados que habitam, de fato, o mundo dos gestos suaves. Tente pegar um gato à força ou sem cuidado, pra ver o que te acontece...
    O mundo dos gatos é, sem dúvida, o País da Delicadeza. Pra fazer carinho no meu gato, eu faço assim: vou chegando bem de mansinho, sem fazer barulho e coloco, primeiro, um dedo no pêlo dele, depois outro dedo e, após algum tempo, a mão inteira. E fico lá, fazendo cafuné, com o maior cuidado do mundo e torcendo pra ele não me dar uma patada no meio da cara e sair correndo!

    domingo, novembro 27, 2005

    Inexorável

    Por um erro de digitação dentro da noite, ele guardou os livros num instante, ao invés de guardá-los na estante. Transformou, inexoravelmente, o estável em instável. Tudo desceu pelo insgoto!

    segunda-feira, novembro 21, 2005

    INVENÇÃO

    Ontem, ouvi uma das coisas mais fantásticas do mundo. Ferreira Gullar, poeta dos mais ilustres, disse que tudo nessa vida é invenção. Não existe realidade, não existe verdade e todas as teorias são uma mentira sem tamanho. Afinal, não temos prova de nada! Nem de que o homem foi mesmo à lua...
    E, para arrematar, ele disse que, se é tudo invenção, que inventemos, então, um mundo feliz, pra cima, bem-humorado, simples, ao invés de acreditar nessas teorias niilistas e pessimistas dos filósofos (alemães) chatos.
    Que mundo você inventaria?
    Eu inventaria o mundo da delicadeza, onde tudo seria sussurrado, bem baixinho, ao pé do ouvido, sobretudo a poesia.

    quinta-feira, novembro 17, 2005

    O segredo dos aviões

    Descobri que as turbinas servem apenas para empurrar o avião para frente. Ele voa, na verdade, por causa da imensa quantidade de assentos flutuantes dentro dele.

    domingo, outubro 23, 2005

    Planos

    Quando você dá o bife mais suculento a uma pessoa porque quer que ela goste de você: isso é paixão;
    Quando você dá o bife mais suculento a uma pessoa porque quer o melhor para ela: isso é amor;
    Quando você se dá conta que, sem nem pensar, já deu o bife mais suculento, e ainda o cortou em tirinhas, para facilitar: isso é paternidade...

    terça-feira, outubro 18, 2005

    Homenagem a Drummond

    No meio do corredor tinha um cachorro
    Tinha um cachorro no meio do corredor
    Tinha um cachorro
    No meio do corredor tinha um cachorro

    E esse cachorro se chamava Quindim
    E o lugar que ele mais gostava de ficar
    Era no meio do caminho.

    segunda-feira, outubro 17, 2005

    Agradecimentos oníricos

    Desde criança, meus sonhos se dividem em dois tipos: os realizáveis, como fazer o meu próprio horário, morar em São Paulo e casar com uma esposa linda e doce; e os irrealizáveis, como nadar próximo a uma baleia ou participar da montagem de um filme.
    Pronto, realizei um dos meus desejos irrealizáveis! Agora só preciso encontrar uma baleia...
    E agradeço aos Macondos pela oportunidade única da realização de um sonho.

    A tempo: O Sonrisal é a única coisa do mundo que, dobrada em quatro, continua redonda. E quem for cineasta que me entenda!

    segunda-feira, outubro 10, 2005

    Escovas

    O resumo das piores sensações que eu tenho quando a Ana viaja é abrir o armarinho do banheiro e só encontrar uma escova de dentes. Não há coração que aguente a escova solitária no banheiro...
    Um relacionamento pode estar péssimo, em momento de falta de diálogo, dinheiro ou sexo. Mas sempre haverá esperanças, enquanto houver duas escovas de dentes compartilhando o mesmo armarinho!

    domingo, outubro 09, 2005

    LICENÇA POÉTICA

    Eu confesso: detesto blogs de pessoas que, sem terem o quê dizer, ficam citando poemas de escritores conhecidos. Mas, como diz um cineasta famoso, sempre citado por um amigo querido, "não me peçam coerência, porque eu sou um artista".
    Hoje, peço licença para transcrever um poema da Adélia Prado, uma das minhas escritoras favoritas e que sempre me supreende com a beleza de seus versos.
    Peço desculpas ao Gu, meu amado marido e sócio de blog, pela ousadia (não pude consultá-lo, pois ele dorme profundamente).

    TEMPO

    "A mim que desde a infância venho vindo
    como se o meu destino
    fosse o exato destino de uma estrela
    apelam incríveis coisas:
    pintar as unhas, descobrir a nuca,
    piscar os olhos, beber.
    Tomo o nome de Deus num vão.
    Descobri que a seu tempo
    vão me chorar e esquecer.
    Vinte anos mais vinte é o que tenho,
    mulher ocidental que se fosse homem
    amaria chamar-se Eliud Jonathan.
    Neste exato momento do dia vinte de julho
    de mil novecentos e setenta e seis,
    o céu é uma bruma, está frio, estou feia,
    acabo de receber um beijo pelo correio.
    Quarenta anos: não quero faca nem queijo.
    Quero a fome."

    (poema extraído do excelente livro: Adélia Prado, Poesia Reunida, Siciliano)

    sexta-feira, outubro 07, 2005

    DOS APELIDOS

    Frase do dia segundo o Augusto:

    "O apelido é uma forma inventada para tornar os nomes das pessoas menores e, portanto, pronuciáveis".

    sexta-feira, setembro 30, 2005

    Tipica mente

    Ana e eu somos diferentes. Querem ver uma ilustração?
    Viajamos para BH mas tivemos que ir em dias diferentes. Eis a viagem da Ana:

    Chegou no aeroporto no último minuto. No guiche, descobriu que a atendente chama Rosa e tem 2 filhos. Ao invés de ir direto para o portão, resolveu ir no restaurante. Ficou batendo papo sobre pescaria com João e Pedro. Embarcou e puxou papo com as professoras Amanda, Tereza, Ivana e Maria do Carmo, que voltavam de um congresso na Paraíba. Ia pegar o ônibus executivo mas ganhou uma carona no táxi de Marcos (57 anos e duas safenas), oferecida por Grazie (modelo que nasceu em Itabirito).
    Ao descer, ficou com vergonha de Maurício, valete do Ouro Minas, que ajudou a ela com as malas, mesmo depois de saber que ela não ficaria hospedada no hotel...
    Tempo de viagem: 2 horas
    Resultado: 10 novos conhecidos

    Eis a minha viagem:
    Cheguei no aeroporto 2 horas antes do vôo, fiz meu check-in, sentei na sala de embarque em frente ao portão do meu vôo, coloquei o disc-man e ouvi Pixies, embarquei no avião, coloquei o disc-man e escutei Talking Heads. Na hora do lanche, tirei rapidamente o disc-man para pedir guaraná diet e o sujeito que vinha ao meu lado perguntou se eu tinha relógio. Respondi que não, coloquei o disc-man e escutei Herbert Vianna.
    Em BH, fui direto para o ônibus, sentei lá dentro o mais rápido possível e escutei Ray Charles. Desci no centro e peguei um táxi, dei o endereço, recoloquei o disc-man e escutei Radiohead.
    Tempo de viagem (incluindo espera): 3 horas
    Resultado: 68 músicas de 5 bandas diferentes.

    sábado, setembro 17, 2005

    Outras vidas

    Depois que terminar essa vida, posso ter que voltar de novo para aprender sobre ser eu mesmo, sobre o trabalho ou sobre a religião. Para aprender sobre o amor, não preciso mais. Ana me ensinou tudo!

    terça-feira, setembro 13, 2005

    DA SÉRIE ETs - PARTE II

    A vida é mesmo engraçada. Um belo dia você acorda, olha pro lado e não reconhece mais a pessoa com quem se casou. É fato que ninguém conhece ninguém de verdade, que não conheçemos nem nós mesmos direito, que a realidade sequer existe, como dizem os filósofos naquele blábláblá infernal! Mas a gente sempre tem a pretensão de conhecer a fundo a pessoa com a qual dormimos todos os dias...Só que nunca conhece!

    Eu confesso que levei um susto quando olhei pro Gu e tive certeza que ele foi abduzido por um extraterrestre. Sérá o mesmo que me manteve em cárcere privado durante três meses e que, de vez em quando, ainda me leva pra passar uns dias no seu planeta e traz de volta uma Ana pessimista e de mau humor? Não sei ao certo. Mas que algum ET levou meu marido verdadeiro embora isso levou!

    Vocês acreditam que o Augusto agora cultiva estranhos hábitos noturnos? Pois é. Ele não dorme antes de se pesar na balança que temos no quarto e antes de ver a previsão do tempo. Isso mesmo! Ele está viciado em METEOROLOGIA!!!! Ainda não entendi o porquê. Segundo ele, saber a previsão do tempo é muito útil e importante para planejarmos o dia seguinte...

    Só sei de uma coisa: esse não é meu marido e eu queria pedir pra esse ET maldito parar com essa brincadeira de ficar abduzindo as pessoas! Isso não tem a menor graça!

    terça-feira, agosto 23, 2005

    Da série Constatações Óbvias

    O pepino é uma melancia sem a parte vermelha e carnuda.
    Primeiras versões são melhores que segundas (vide “A Fantástica Fábrica de Chocolate”).
    Iogurte não pode ter só polpa de fruta. Tem que ter pedaço.
    A palavra “ocasional” apareceu por acaso, não por ocaso.
    O bom humor é altamente irritante, já o mau humor é amplamente contagiante.

    Mais alguma?

    sexta-feira, agosto 19, 2005

    QUEM GARANTE?

    Tirei umas férias de mim. Estranhamente, passei a habitar outro corpo, antes desconhecido. Como até respirar ficou difícil e dolorido, resolvi habitar outras esferas. Fui abduzida por um extraterrestre de aparência medonha, com o qual estive até o dia de hoje. Não sei qual a razão ao certo, mas ele resolveu me libertar e me trazer de volta a Terra.

    Não tenho saudades do meu tempo de exílio de mim mesma, nem da dor e do cansaço que me fizeram presa fácil dos alienígenas. Mas ficou uma lição para toda a vida: nunca mais vou confiar em estranhos. Quem garante que você que está lendo isso aqui agora também não é um ET?

    sábado, agosto 06, 2005

    Análise do novo poema de Quindim

    Gula: fervor e redenção

    Ração, Oh, ração
    Jogo-me em ti com fervor
    Pena que fedes à mão
    Do carrasco que roubou meu amor


    Como todos sabem, Quindim, nosso poodle, é filósofo e poeta, e me pediu que, como psicólogo, analisasse seu novo poema (o que foi muito simpático da parte dele).
    Então, vejamos: O poema parece tratar-se da formação do sintoma neurótico a partir da interdição pela função paterna. Assim, o sujeito entrega-se obsessivamente à comida, já que a “mãe”, no sentido de nutrição e prazer, foi interditada pela “carrasco”, no caso, o pai, que...
    Peraí, O CARRASCO SOU EU!!! Quindim, vem cá, seu safado!!!

    sábado, julho 30, 2005

    Ana me ajuda a dormir...

    - Que foi, amor? Tá mexendo tanto...
    - Tou muito tenso. Não consigo dormir.
    - Tenso com o que?
    - Ah, dinheiro, tempo, filho...
    - Filho? Que filho?
    - O que eu quero ter com você, mas não posso por falta de tempo e dinheiro...
    - Ô, amor! Você tem que relaxar. Quer que eu te ajude?
    - Quero.
    - Então deita de barriga pra cima. Assim. Agora pensa que sua mente é um radar...
    - Tou captando o Quindim raspando a porta, o Jubileu jogando areia fora da caixa e dois malditos passarinhos lá fora...
    - Não, paixão. Sua mente é um radar para o seu corpo! Toda sua atenção agora se volta para o seu pé...
    - Pé...
    - Seu pé vai relaxando, relaxando...
    - Pé...
    - Relaxando, até sumir.
    - Amor, tou tenso.
    - Por que, amor?
    - Meu pé sumiu...
    - Ai, amor. Relaxa.
    - Tem uma coisa que me relaxa...
    - Se você disser sexo, a essa hora, te dou uma bifa!
    - (...) Amor, tou tenso...
    - Ok, vamos tentar outra coisa. Imagina agora que você está indo para um lugar bem agradável...
    - Agradável...
    - O lugar mais agradável que você pode imaginar: confortável, seguro, aconchegante...
    - Tá dando certo, amor!
    - É? Como é o lugar que você tá imaginando?
    - Aqui, do seu lado. Dorme bem, amor...
    - Você também, querido.

    quinta-feira, julho 21, 2005

    Poelhos...

    Eu conhecia os quatro P´s do Marketing: Preço, praça, promoção e produto. Li no Titio Kotler. Muito me assustei a saber, há algum tempo atrás, que já eram 6 os P´s. Nessa semana, descobri que já estão em 8!!! Esses P´s safadinhos não param mais? Será que eles não têm televisão, não???
    A tempo: gostaria de sugerir os próximos dois P´s do Marketing: Pompons e Piripaques.
    Ainda a tempo: Tenho uma amiga que trabalha numa agência em que os 4 P´s são: Publicidade, Propaganda e Pêlos Pubianos...

    sexta-feira, julho 15, 2005

    Post Romântico da Vontade de Fantasiar

    Ai, Ana. Que o que eu queria mesmo era ter nascido na mesma maternidade que você, já ter ficado ao seu lado desde o primeiro berço e crescido sem perder um segundinho de vida do seu lado...
    Porque pra viver, Ana, o que eu preciso mesmo é da fantasia. É ela que, de dentro da minha cabeça, escorrega pro mundo e possibilita que eu ande.
    E quando a realidade me corrompe, Ana, é você que, sem ter que correr, vem me socorrer. Só de me olhar, Ana. Porque seu amor é a minha fantasia mais bonita, se concretizando no dia-a-dia.

    quinta-feira, junho 30, 2005

    Filho Literato

    Meu cão, Quindim, puxou a mãe: é filósofo e poeta. Em seu ensaio mais famoso, Para ser um objeto de desejo, basta um buraco, ele defende a poligamia e a polissexualidade.
    Mas é como poeta que ele se sobressai. Vão aí seus últimos versos:

    "A vidraça é tão maternal:
    Barra o frio dos ventos
    Mas deixa entrar o calor
    Dos raios do amigo sol!"

    E esperamos, com ansiedade, seu novo livro, Meu osso está de castigo.

    domingo, junho 26, 2005

    Trocadilho Infame...

    Na falta de tempo pra escrever, dou notícias por um curto período.

    terça-feira, junho 21, 2005

    ANA NO DIVÃ

    Parafraseando o poeta Vinícius de Moraes:

    "As neuróticas que me desculpem,
    mas terapia é fundamental".

    domingo, junho 19, 2005

    Insconsciente Amarelo

    Dei o braço a torcer pra Ana: Odeio Gilberto Gil, mas “Sítio do Pica-pau Amarelo” descreve perfeitamente a alma do Sítio! Ela se encaixa com perfeição!
    Ana respondeu: A música já existia desde que Lobato escreveu o livro! O que Gil fez foi só tirá-la do inconsciente coletivo e trazê-la pro real...

    quarta-feira, maio 25, 2005

    SOBRE BRECHÓS E CADÁVERES

    No último fim de semana, cometi um homicídio premeditado. Matei a Ana-advogada que ficava vigiando meus passos e assombrando meus sonhos noturnos.
    Juntei o cadáver e todos os seus pertences e levei a um brechó, pra ver se conseguia uns trocados e me livrava das provas materiais do crime.
    E não era pouca coisa não: o vestido de noiva do primeiro casamento, uma dúzia de vestidos de festa próprios para eventos jurídicos, duas caixas com presentes de casamento jamais utilizados, uma mala cheia de roupas específicas pra fazer audiência e mais alguns livros de Direito.
    O resultado não foi dos piores. A dona do brechó (versão feminina de homens como meu pai, que é dono de um Ferro Velho) ficou com tudo e me deu duzentos reais em dinheiro vivo, ali na bucha. Ainda por cima, quando estávamos de saída, ela virou pro Augusto e disse:
    - Poxa, que mulher bonita essa que você tem!
    Ganhei meu dia, ou melhor, o mês inteiro.
    Afinal de contas, não é sempre que matamos alguém, lucramos duzentos reais pra ficar livre do cadáver e ainda ganhamos um elogio desses!!!

    segunda-feira, maio 23, 2005

    Com orgulho de ser brasileira

    Então tem essa companhia aérea que eu sempre preferi. Antes, por duas razões: a primeira era a comida, bem superior à das concorrentes. Mas atualmente ela serve o famoso amendoim com guaraná, então essa deixou de ser uma razão. Sobrou a outra: a qualidade das coisas “afanáveis”. Adoro afanar tudo dela: das revistas de bordo ao saquinho de vômito (que cabe exatamente num pote de toddy, transformando-o numa prática lixeira de mesa); dos jornais (que sempre trago para forrar a área do Quindim) ao assento descartável. Enfio vários no bolso e sigo por aí, sentando em qualquer lugar!!!
    Mas em minha última viagem, resolvi, para meu azar, prestar atenção na mensagem de boas vindas em inglês e criei uma birra séria.
    É que, no final da mensagem em português, a comissária de borda arremata com um padronizado “Uma empresa com orgulho de ser brasileira”. Entretanto, o final da mensagem em inglês diz apenas algo como “We´re proud to be your company”. Como é que é? Então o orgulho de ser brasileira é só pra quem entende português? Achei um orgulho um bocado fajuto...

    Nota surrealista: Atrás de mim, durante o vôo, um casal de punks: ela, cabelos azuis e uns 130 piercings, ele, cabelo quase moicano vermelho. E batiam papo vividamente sobre as vantagens de se fazer um plano de previdência privada que também era seguro de vida...

    Nota amór-bida: Eu percebi que, ao ir para o Rio, não me importo de pensar que o avião pode cair; mas ao voltar para a Ana, fico em pânico de pensar em desastre aéreo...

    terça-feira, maio 17, 2005

    Leite Condensado

    Meu cachorro foi ao salão de beleza no sábado.
    Voltou muito, muito fofo mesmo.
    Fizeram um penteado novo e ele ficou parecendo um imenso floco de algodão, todo branquinho, como a neve.
    Toda vez que eu olho pra ele me dá uma vontade enorme de comer a cocada branca da padaria que, aliás, parece sua irmã gêmea.
    Não sei quem foi que colocou nele o nome de Quindim. Com certeza, foi algum daltônico desavisado.
    A partir de agora, vou chamá-lo de leite condensado e não se fala mais nisso.

    terça-feira, maio 10, 2005

    Mascando Pandas

    A gente não pode nem almoçar em paz... Pois estava lá eu, comendo sossegado o meu bifinho, quando uma amiga ordenou apenas uma salada de palmito.
    - Regime? – fui infeliz ao perguntar. Começou então o discurso sobre a crueldade de se comer carne: a vaca é criada infeliz e abatida com métodos medievais terríveis...
    Agüentei bravamente mas por fim perdi a paciência. Ergui meu bife e disse:
    - Essa aqui é uma vaca. O homem “cultiva” ela há milhares de anos. Ela não é morta a machadadas e não correrá perigo de extinção.
    Soltei meu bife, ergui um palmito dela:
    - Esse é o palmito. É uma árvore selvagem e em extinção. Cada vez que você mastiga um, é como se estivesse mascando um panda...
    Soltei o palmito e voltei a comer. Mas acho que o discurso funcionou, posto que ela não acabou a salada.