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    quinta-feira, março 22, 2007

    Ditados anti-capitalistas


    Foi a vez da Ana criar um ditado, depois de descobrir que não nasceu pra ser empregada de empresa privada...
    Aí, parafraseou o "Calaboca já morreu" e saiu com essa pérola:

    "Taylor já morreu! Quem manda no meu tempo sou eu!"

    terça-feira, março 20, 2007

    E a seda azul do papel que envolve a maçã...

    Dificilmente leio um livro da primeira até a última página. Gosto de começar pelo fim ou pelo meio e, por isso, poemas e contos me agradam mais que romances, pois permitem uma leitura não-linear.
    Adoro as deliciosas surpresas às quais essa leitura me submete: achar um poema não lido num livro que tenho há anos na estante...
    Hoje aconteceu exatamente isso. Junto com o café da manhã, fui comer meu alimento diário da alma: ler um poema. Estava comendo uma maçã verde e a fruta me fez lembrar da capa de um livro de poesia da Hilda Hilst: Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão.
    Peguei o livro imediatamente e li o penúltimo poema.
    Fui presenteada, logo cedo, com o "ouro" de Hilda:

    "Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
    Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
    Dirás que sangue é o não teres teu ouro
    E o poeta te diz: compra o teu tempo

    Contempla o teu viver que corre, escuta
    O teu ouro de dentro. É outro o amarelo que te falo.
    Enquanto faço o verso, tu que não me lês
    Sorris, se do meu verso ardente alguém te fala.
    O ser poeta te sabe a ornamento, desconversas:
    'Meu precioso tempo não pode ser perdido com os poetas'.
    Irmão do meu momento: quando eu morrer
    Uma coisa infinita também morre. É difícil dizê-lo:
    MORRE O AMOR DE UM POETA.
    E isso é tanto, que o teu ouro não compra,
    E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão vasto

    Não cabe no meu canto."

    PS: Quindim está de licença médica essa semana. O departamento de Recursos Humanos disse que ele volta a trabalhar na semana que vem!

    segunda-feira, março 19, 2007

    Súplicas de um felino de bom faro!


    Meu pai? Nem adianta reclamar. Ontem, minha mãe estava limpando as unhas com acetona e ele ficou com desejo de comer chocolate. O daltonismo nasal dele continua a toda!
    Minha mãe? Também não adianta. Ela é mãe. É capaz de aparar, com uma tesoura, os pêlos ao redor do (*) do Quindim.
    A quem recorrer, então? Talvez à Phoebe Buffay, pedindo uma retratação para Smelly Cat e exigindo que ela troque para Smelly Dog!
    Porque essa é a verdade: cães fedem! O Quindim, por exemplo: é impossível ficar a menos de 12 metros do catimbozeiro sem retorcer os focinhos...
    Apelo à Sociedade Protetora dos Animais! Apelo à Sociedade dos Otorrinolaringologistas! Apelo a qualquer um!
    Só não grito porque tem que tomar fôlego e fazer isso perto do Quindim é morte certa...

    sábado, março 17, 2007

    Ditado Capitalista


    O Gu acabou de inventar um ditado ótimo, enquanto conversávamos sobre pessoas honestas e íntegras que passam a trabalhar com pessoas desonestas e capitalistas selvagens:

    "Piaba que nada com piranha acaba comprando dentadura!!!".

    sexta-feira, março 16, 2007

    Yakissoba

    Em São Paulo existem umas coisas únicas. O carrinho de Yakissoba, por exemplo. Você está feliz e faminto, andando pela rua, quando dá de cara com um chinês (normalmente coreano) fazendo yakissoba em um carrinho, no meio da Av. Paulista.O difícil é descobrir se aquele molhinho ficou escuro por causa do shoyo, da fuligem da panela ou do cano de descarga dos carros...
    Aqui perto de casa, tem um hospital, o IGESP - Instituto de Gastro-Enterologia de São Paulo. Bem na frente, tem um carrinho de yakissoba. Não, não é ironia. Eles tem um convênio. Se você trabalha no IGESP, tem 10% de desconto para comer um yakissoba. E se você come um yakissoba, tem 10% de desconto na consulta do IGESP...

    quarta-feira, março 14, 2007

    MACACOS ME MORDAM!!!

    A idéia que os estrangeiros têm sobre o Brasil (país onde alguns ainda acham que só vivem macacos, espécie cujos piolhos lembram minhas pulguinhas) é, no mínimo, curiosa.
    Em Portugal, uma das referências da música popular brasileira atual é a "cantora" Marília Gabriela. Ela até tem um penteado parecido com o meu, mas a sua voz...
    Na Europa, Chico Buarque é mais conhecido como escritor do que como compositor. E acham que ele escreve bem...
    Mamãe, perdoai-os, eles não sabem de nada!

    segunda-feira, março 12, 2007

    1001 golins dágua, 2ª visita

    Alguns dias mais tarde, a pomba tornou a aparecer em minha janela.
    "Ó, gato dos gatos! Sua face é como o plenílunio! Concede-me mais um tempo de vida e um gole de sua água, e lhe contarei outra história sobre a tolice humana".
    Mais uma vez, desconfiei que ela me chamava de gordo, mas topei. Ela bebeu sua água, sentou-se ao beiral da janela e contou:

    Ao chegar em casa, naquele dia, Ramalho encostou-se à porta da cozinha, enquanto procurava a chave nos bolsos. Pode escutar, então, o seguinte diálogo entre a empregada e sua esposa:
    - Nooossa! Que homão você arrumou!!! - ouviu a empregada exclamar.
    - Põe ele no armário do seu quarto - retorquiu a esposa, calmamente - que meu marido está para chegar...
    Ramalho espumou de ódio. Abriu devagar a porta, tirou o cinto e, com ele, enforcou a esposa. Quando terminou, percebeu que a empregada estava paralisada de horror, olhando para ele da porta da cozinha. Arrancou a própria camisa, foi até ela - cúmplice da traição e testemunha do assassinato - e a enforcou com a camisa.
    Então foi para o quarto da empregada. No caminho, tirou as calças pretendendo, com elas, enforcar o amante. Entrou no quarto, abriu o armário. Mas não havia nenhum amante lá. Apenas um enorme pacote de sabão em pó...

    sábado, março 10, 2007

    Em homenagem a todas as mulheres que vivem dentro de mim...

    Canção em segredo

    "Dentro desta mulher
    um anjo menino
    brinca de ciranda na calçada
    e tem fome de futuro.
    Dentro desta mulher
    uma criança se debruça na janela
    vendo chegar o amor
    e se julga imortal.

    Dentro desta mulher
    uma guerreira constrói sua vida
    depois de parir filhos para o mundo.
    Dentro desta mulher
    outra mulher enterra o seu amor perdido
    e mesmo assim espera.

    (Dentro desta mulher
    o mistério das coisas
    finge dormir.)"
    Lya Luft, in Secreta Mirada

    quinta-feira, março 08, 2007

    Como evitar telefonemas matutinos

    O telefone toca às 8 da madrugada. A Ana atende, com o mau humor, obviamente.

    Ana: Alô?
    Mulher: Bom dia! Eu gostaria de falar com o sr. Augusto.
    Ana (me protegendo): Ele não está.
    Mulher: Eu represento a empresa Fullofbull Chip e gostaria de oferecer a ele nossos maravilhosos serviços. A que hora ele está em casa?
    Ana: O desgraçado passou a noite fora, na gandaia! Cachorro! Ele não vai estar em casa nunca mais! Já joguei as roupas dele pela janela!
    Mulher: Eu... Eu estou percebendo que não é uma boa hora...
    Ana: Por que você quer falar com ele??? Foi com você que o calhorda passou a noite? Você ligou pra avisar que ele esqueceu a aliança na sua banheira, é??? Enfia essa aliança no...
    Tu tu tu tu tu tu tu tu

    quarta-feira, março 07, 2007

    Sentidos Caninos

    A coisa que minha mãe mais odeia neste mundo é fazer compras no supermercado. Aliás, essa é a segunda coisa que ela mais odeia, porque a primeira é tomar injeção na veia (disso ela tem pavor!).
    Mas eu adoro quando ela vai ao Extra, ou melhor, quando ela volta!
    Fico esperando, ansiosamente, pra poder cheirar cada sacolinha de plástico com comidas variadas e produtos de limpeza. Acho uma delícia! E só fico satisfeito após enfiar meu focinho gelado em todas elas.
    Será o olfato o melhor dos meus cinco sentidos?

    segunda-feira, março 05, 2007

    1001 golins dágua

    Tudo começou quanto uma rolinha pousou na janela aqui de casa. Preparei o bote, tornando-me invisível como todo gato faz. Mas, de alguma forma, ela me viu. E disse:
    - Ó Sultão magnânimo dos gatos, se poupares minha vida e me deixares tomar um gole de sua água, contar-lhe-ei histórias que farão seu avantajado estômago saculejar.
    Não me dei conta de que ela havia me chamado de gordo e acabei concordando, pois adoro uma boa história, complementando apenas:
    - Que a história seja sobre a estupidez e a mesquinharia humana!
    A pomba foi até minha vasilha, bebeu alguns golinhos e voltou para a janela, de onde me contou a seguinte história:

    "Estava eu, um dia, numa praça, comendo o milho que me era jogado por dois velhos, quando, de repente, vimos um homem que acabara de ali chegar. Esse homem vestia camiseta rosa, um par de jeans muito apertados, usava cabelo a la David Beckham e barbicha a la George Michael. Ao vê-lo, o velho mais alto comentou:
    - Os gays! Estão em todos os lugares! O chefe do meu filho... Gay. Os gays mandam em nossos filhos.
    E o velho mais baixo apenas concordou com a cabeça.
    - Eles agora entram para o exército. Eles é que defendem a nossa pátria! Eles são donos de nossas empresas, eles fazem nossas leis. Eles fazem suas malditas passeatas em nossas avenidas! Os gays estão em todos os lugares!!!
    Nesse momento, enquanto o velho baixinho concordava, uma loira deslumbrante entrou na praça. Seu rebolar era registrado pelos aparelhos sísmicos, a maior tira de pano em sua saia era a etiqueta ("passar a ferro"), seus seios, duas enormes bolas infláveis de parque de diversão, com as válvulas pressionando o bustiê mínimo. Ela andou até o homem de camisa rosa e os dois se beijaram, um daqueles beijos de amígdalas. Esfregaram-se tanto um no outro que os fósforos dele se incendiaram. Em seguida, entraram no motel, no canto da praça.

    Os olhos dos velhinhos ficaram fixos nos milhos que me jogavam. Um silêncio engraçado se impôs, até que o velho mais alto arrematou:
    - Em todos os lugares... Até comendo nossas mulheres..."

    sexta-feira, março 02, 2007

    Misterioso Universo


    O livro "Cânticos", com poemas inéditos de Cecília Meireles, foi-me apresentado por uma amiga muito querida, há cerca de dez anos, em Belo Horizonte, e é um dos mais belos que guardo no meu pequeno acervo poético.
    Lembrei-me dele recentemente, graças a uma homenagem feita à poeta na TV Cultura, e peguei o livro empoeirado da estante, pra ler de novo.
    Dizem que ela o escreveu pouco tempo antes de morrer e que já estava mais no mundo sobrenatural que no mundo dos vivos. Deve ser mesmo verdade, pois os versos nos levam a visitar um universo permeado por incertezas e melancolia ou, como diria Clarissa Pinkola Estés, no livro "Mulheres que Correm com os Lobos", a entrar num lugar que "não se trata de um vazio, mas do lugar dos Seres da Névoa, onde as coisas são e ainda não são, onde as sombras têm substância e a substância é diáfana". Convido vocês a iniciarem essa viagem, atrávés dos versos de Cecília:


    "Tu tens um medo:
    Acabar.
    Não vês que acabas todo o dia.
    Que morres no amor.
    Na tristeza.
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que te renovas todo o dia.
    No amor.
    Na tristeza.
    Na dúvida.
    No desejo.
    Que és sempre outro.
    Que és sempre o mesmo.
    Que morrerás por idades imensas.
    Até não teres medo de morrer.

    E então serás eterno".

    quinta-feira, março 01, 2007

    Alianças

    Eu não acredito muito nas instituições. Mas acredito nos símbolos. Uso uma aliança, por exemplo, símbolo da minha aliança com a Ana. É um símbolo forte o suficiente para me tirar do Nirvana. Sério!

    Pois toda quarta-feira eu e a Ana vamos a um grupo de meditação¹. É ótimo, mas eu fico tão tenso que normalmente tudo o que eu faço é tentar relaxar os ombros durante uma hora...Ontem foi diferente. De repente, a sala desapareceu ao meu redor. Nenhum som, nenhum movimento. Só eu. E percebi que não sentia meus ombros, nem a pressão das minhas mãos em meus joelhos. Meu corpo ficou fluído, depois gasoso. Não sentia mais minhas roupas e tudo foi desvanecendo... Até que parei de sentir a minha aliança.

    Voltei ao mundo imediatamente para me certificar de que a aliança estava lá! Afinal de contas, do que me serve um nirvana sem a Ana?!?


    ¹O grupo, aliás, é aberto e gratuito. É coordenado pela Regina Nunes (nossa amada mestra de ioga) e pelo Luiz Capelli e acontece toda quarta, às 20h30, na Keiko's (Al. Rio Claro, 123 - Bela Vista). Topam?

    quarta-feira, fevereiro 28, 2007

    Pedido de Socorro!


    Minha mãe é, definitivamente, uma mulher pagã!
    E isso tá me dando medo!
    Ela sequer batizou a própria sobrinha - que é sua afilhada - e o pior, tem orgulho disso.
    Ouvi uns amigos dela dizerem que quando ela se casou com meu pai, na hora dos votos dos noivos, ela se limitou a ler uma pergunta daquele jogo Master pra ele e ainda achou graça.
    O padre ficou horrorizado!
    Agora, ela tá com mania de chamar meu irmão gato de Damian o tempo todo e olha pra ele com cara de quem vai arremessá-lo pela janela...
    Pelo andar da carruagem, serei a próxima vítima.
    Acho que vou correndo pedir socorro à Sociedade Protetora dos Animais!

    terça-feira, fevereiro 27, 2007

    Licença poética para pegar no pé do meu irmão filósofo...


    O Quindim é um impostor

    Plageia com tanta crendice

    Que chega a fingir ser o autor

    Daquilo que realmente disse...

    sábado, fevereiro 24, 2007

    AMIGOS DO PEITO

    Não sei ao certo (e não vou me dar ao trabalho de fazer uma pesquisa no Google), mas Fernando Pessoa e C. G. Jung devem ter sido bons amigos. Viveram na mesma época, no mesmo continente e defenderam 'teses' semelhantes. Um deve ter exercido muita influência sobre o outro, ou foi o tal 'Zeitgeist' - espírito do tempo - espécie de inconsciente coletivo de uma determinada época, em que teóricos e cientistas, sem saber, defendem idéias parecidas, movidos por uma bruma filosófica que paira no imaginário social.
    Jung sempre defendeu que "é melhor ser inteiro que ser bom", com o que Pessoa, ou melhor, Ricardo Reis, concordou plenamente em seu poema Para ser grande.

    "Para ser grande, sê inteiro: nada
    Teu exagera ou exclui
    Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
    No mínimo que fazes.
    Assim, em cada lago a lua toda
    Brilha, porque alta vive."

    quinta-feira, fevereiro 22, 2007

    Devagar com o andor que o teto é de vidro...

    O Dr. Sujo chegou ao hospital e a enfermeira pediu desculpas:
    - Eu sei que você visitava o Sr. Roto, doutor, mas acabamos de receber uma córnea compatível e o Rei quer ser operado imediatamente.
    - Tudo bem, eu não aguentava mais ouvir o Roto falando do Rasgado... - disse o Dr. Sujo, indo para a sala de cirurgia.
    O Rei foi preparado e sedado, sem saber que era tudo mentira: não havia córnea nenhuma. Era um complô para matá-lo. O assassino entrou armado com um espeto de pau, presente do ferreiro. Mas o Rei, expert em artes marciais, mesmo estando sedado, conseguiu desarmar o assassino, ferindo-lhe o joelho.
    - Quem mentiu para mim??? - Perguntava o Rei, enfurecido. E todos acharam que ele pegaria antes o mentiroso que o assassino coxo. Mas o que ele pegou mesmo foi uma infecção hospitalar...
    - É como diz aquele conhecido ditado... - disse o Dr. Sujo ao Sr. Roto, no dia seguinte, mas não conseguiu se lembrar qual ditado, então pôs-se a falar do Mal-lavado...

    quarta-feira, fevereiro 21, 2007

    Derrière

    A vida da minha mãe anda agitada por esses dias. Entre emprego novo e carnaval, ainda foi atacada por um bando de vagens selvagens (opa, isso daria um bom nome de banda de rock). Enquanto meu pai cuida da parte física, eu estou cuidando da parte filosófica, dizendo para ela todo o tipo de pérolas do saber pra ver se a dor passa.
    Estou tentando convencê-la de que, apesar de ter o derrière afetado, a mente dela continua intacta!

    segunda-feira, fevereiro 19, 2007

    Carnaval


    Ah, essa bonita época do ano em que os humanos soltam seu lado animal... E, por animal, eu quero dizer canino, é bom deixar claro. Afinal de contas, quem fica pulando feito um louco, babando e simulando coito o tempo todo? Os cães...
    Se bem que eu conheço vários cachorros que concordam comigo que não há nada mais chato e repetitivo no mundo que samba enredo... É, acho que a bestialidade humana é única.
    Principalmente no carnaval...

    Encantamento


    Existem pessoas que não pertencem ao mundo dos homens. São seres mágicos, que habitam o mundo dos sonhos, moram numa floresta encantada e são amigos das fadas, duendes e gnomos.
    Eles passam pelo planeta e deixam rastros de luz!
    Os mais céticos chegam até mesmo a duvidar de sua existência, tamanha a magia que os cerca.
    Clarice Lispector, sem dúvida, foi um desses seres. Parece ter saído das páginas de um livro de conto-de-fadas, mesmo que às vezes encarnasse o papel de bruxa também.
    Contam que ela inventava estórias sem fim, na infância, e que quando ficava impossível posseguir, porque todos os personagens já tinham morrido, ela começava a estória de novo e dizia que eles ainda não estavam bem mortos.
    O mais fantástico é que ela pensava que os livros nasciam naturalmente, como os bichos e as árvores. Quando soube que eles eram feitos por escritores, quis ser um deles. Que sorte a nossa!!!

    (Texto inspirado na Revista IstoÉ, edição 1543, O Brasileiro do Século).

    sexta-feira, fevereiro 16, 2007

    A vaga é minha!!!

    Hoje tenho mais um motivo pra comemorar, além dos meus 35 aninhos: a vaga é minha!!!
    Então, sorry galera, mas hoje eu só vou colocar post novo amanhã!!!

    quinta-feira, fevereiro 15, 2007

    Posfácio

    A idéia surgiu faz um tempo: fazer um dvd de extras para encartar no meu livro de contos. Seria uma espécie de posfácio, onde eu contaria como foi escrever cada conto, algo como o "making of" deles. Tudo isso porque, como escritor, eu morro de inveja dos cineastas que têm esse recurso!
    O problema é que o livro ainda não saiu da gaveta. Mas um dos contos foi publicado na revista virtual Bestiário (clique aqui para ler, e eu recomendo ler antes de ver o clip abaixo). Então vai aí a partezinha do vídeo que fala do conto...



    Agradeço, de novo: Bel e Sandro, da Macondo Filmes, San Magal, Charles e Caio, do Franca Beleza e minha anjinha, Ana Grein!

    quarta-feira, fevereiro 14, 2007

    Mais filosofia de buteco!!!


    A realidade existe.
    Não é mera invenção dos advogados pragmáticos amigos da minha mãe.
    O mundo não é apenas uma interpretação.
    É fato.
    É real.
    Eu só fico triste por ter constatado isso hoje, ao ver uma pulga imensa e gorda nos pêlos sedosos do meu irmão!

    PS: será que agora ela vai querer morar nos meus pêlos encaracolados? Socorro!!!!!

    segunda-feira, fevereiro 12, 2007

    Meu pai é um super-herói...

    ... e diplomado, tá pensando o quê? Querem saber os super-poderes dele? Eu divulgo: ele tem o super-poder de não roncar, mesmo depois de comer feijoada, beber coca-cola e dormir de barriga pra cima. Quer outro? 'Xeu pensar... Ele tem o super-poder de abrir a porta da despensa, tirar, com sua super força, o prendedor de roupa que fecha meu saco de comida e me alimentar! Isso sim, é super poder!


    (clica na figura pra ler direito)

    Depois de descobrir que meu pai é super-herói, tive que tomar uma decisão romântica e óbvia!: Vou fazer de tudo pra me tornar um super-vilão! Uahahahahahaha!

    sexta-feira, fevereiro 09, 2007

    POEMA DA NECESSIDADE

    Eu não conhecia esse poema até semana passada, quando ouvi - e vi - o Tom Jobim recitando-o, emocionado, num programa de televisão.
    Lindíssimo o poema e com uma mensagem bem contemporânea!

    "É preciso casar João,
    é preciso suportar Antônio,
    é precido odiar Melquíades,
    é preciso substituir nós todos.

    É preciso salvar o país,
    é preciso crer em Deus,
    é preciso pagar as dívidas,
    é preciso comprar um rádio,
    é preciso esquecer fulana.

    É preciso estudar volapuque,
    é preciso estar sempre bêbado,
    é preciso ler Baudelaire,
    é preciso colher as flores
    de que rezam velhos autores.

    É preciso viver com os homens,
    é preciso não assassiná-los,
    é preciso ter mãos pálidas
    e anunciar o FIM DO MUNDO".

    (Carlos Drummond de Andrade, poema extraído do livro Sentimento do Mundo).

    quinta-feira, fevereiro 08, 2007

    Buffet de sorvete

    Soltar a Ana numa loja de cosméticos é como soltar uma criança num buffet de sorvete! Para desespero das vendedoras, ela experimenta todos os perfumes, batons e desodorantes disponíveis, como aquele sorvete de todos os sabores, incluindo queijo, pinga e cobertura de aspartame, que normalmente resulta daquela criança solta no buffet...Mas, pior, ela ainda faz questão de perguntar todos os preços - 140,00; 160,00; 220,00! -, faz todos os testes possíveis - hoje, ela descobriu que a pele dela tem elasticidade 90, oleosidade 40 e hidratação 40 - ouve atentamente e interessada todas as explicações sobre o porquê é econômico levar aquele óleo de quase duzentos reais e, no final, diz pra vendedora: vou levar o Vasenol da promoção de 4 real...


    No fundo, a Ana é uma sádica!

    terça-feira, fevereiro 06, 2007

    Níver da minha Mãe!!!!!

    Hoje minha mãe faz aniversário e resolvi presenteá-la com uma das coisas que ela mais gosta na vida: POESIA!!!
    Achei esses versos do Chacal muito apropriados pro dia de hoje e muito parecidos com ela!

    "Vai ter uma festa
    que eu vou dançar
    até o sapato pedir pra parar.

    Aí eu paro
    tiro o sapato
    e danço o resto da vida".

    (Poema Rápido e Rasteiro, Chacal).

    segunda-feira, fevereiro 05, 2007

    Elegância, nada...

    Há gente que acha que a característica mais marcante de um gato é a elegância. Essa gente provavelmente nunca viu um gato engasgado com uma bola de pêlo, uma gata no cio esfregando a bunda no chão ou, ainda, um dos nossos sentado, com as pernas para o ar, lambendo os genitais!
    Não, a principal marca de um gato é a teimosia! Perguntem aos meus pais, depois de tentarem me dar remédio por 45 dias seguidos... No fim, eles ligaram pro veterinário e disseram: se esse gato tiver que tomar remédio mais uma semana, matamos ele nós mesmos!
    Pois se eu não quero, não quero, pombas!

    sexta-feira, fevereiro 02, 2007

    POESIA


    Busco a palavra.
    Penso, durante algum tempo,
    qual seria capaz de expressar,
    com exatidão e minúcia,
    o sentimento.
    Busco a rima.
    Encontro-a pobre,
    sem sentido.
    Incapaz de dizer,
    por inteiro,
    o pensamento.
    Vou atrás de versos livres,
    independentes,
    porque se parecem comigo,
    que tenho a liberdade como essência,
    razão única de existir.
    Por isto escrevo:
    para soltar as palavras que ficaram presas na garganta.

    Existencial...

    Tenho sido assolado por uma dúvida: não sei se sigo a carreira de psicólogo social acadêmico com doutorado em Sorbonne e inclinação freudo-marxista, especializado em esquizoanálise de Delleuze e Guattari desses que usa palavras como pseudo-rizomático e devir-mulher...
    Ou se vou ser publicitário...
    Lembrei-me agora de quando, na adolescência, tive duas namoradas, sem conseguir escolher uma das duas. A situação durou uma semana até eu me dar conta de que, se não sabia escolher entre elas, era porque não amava nenhuma...
    Por via das dúvidas, estou estudando violão...